sábado, 7 de abril de 2007

MÍDIA-EDUCAÇÃO

RESUMO DO LIVRO:
O QUE É MÍDIA NA EDUCAÇÃO? POLÊMICAS DO NOSSO TEMPO
Maria Luiza Beloni
Neste livro Belloni trata de como funciona a autodidaxia para adequar métodos e estratégias de ensino e assegurar que não se percam de vista as finalidades maiores da educação, ou seja, formar o cidadão competente para a vida em sociedade o que inclui a apropriação crítica e criativa de todos os recursos técnicos que estão à disposição desta sociedade.
Mc Luhan há 40 anos lançou o desafio “o meio é a mensagem”, refutando assim a tese da neutralidade do meio tecnológico ao transmitir a mensagem. Apontando assim para a tese que hoje é aceita que chamamos “linguagens das mídias eletrônicas”.
Hoje percebemos a influência dessas Tecnologias de Informação e Comunicação TIC nas pessoas, sobre os processos e nas instituições sociais.
Uma questão crucial formulada por Belloni é: como poderá a escola contribuir para que todas as nossas crianças se tornem utilizadoras (usuárias) criativas e críticas destas novas ferramentas e não meras consumidoras compulsivas de representações novas de velhos clichês?
A instituição escolar poderá responder a esse desafio integrando as tecnologias de informação e comunicação ao cotidiano da escola na sala de aula, de modo criativo, competente. Isto exige investimentos significativos e transformações profundas e radicais em: formação de professores; pesquisa voltada para metodologias de ensino; nos modos de seleção, aquisição e acessibilidade de equipamentos; materiais didáticos e pedagógicos, além de muita, muita criatividade.
Novos desafios são lançados para o professor onde o mesmo terá que aprender a trabalhar em equipe e a transitar com facilidade em muitas áreas disciplinares. Será imprescindível quebrar o isolamento da sala de aula convencional e assumir funções novas e diferenciadas.
O papel de mediador entre meios de comunicação e realidade cabe a diferentes agentes presentes nas vidas das crianças, a começar pelos pais. É na família que a mediação deveria acontecer diretamente, visto ser no aconchego do lar que, normalmente, ocorre a recepção das mensagens comunicacionais.
Cabe também à escola este papel de mediador e formador do espectador crítico. A própria Belloni, entretanto, coloca em seu artigo que a variação dos universos de socialização das crianças e os diferentes papéis que eles exercem: “Enquanto a família, a classe social, o bairro, os grupos de pares, e às vezes, a religião são fatores de diferenciação das crianças face ao processo de socialização, a escola e a mídia funcionam como fatores de unificação, cuja finalidade é assegurar o consenso em torno de valores e normas supostamente aceitos.” (p. 34)

A escola que tem condições teóricas e práticas de executar a tarefa de educação para as mídias. “Como depositária do espírito crítico, responsável pela elaboração das aprendizagens e pela coerência da informação, a escola detém a legitimidade cultural e as condições práticas de ensinar a lucidez às novas gerações.”(p.41)
O que se destaca é a necessidade de integrar os meios de comunicação à escola, tanto como instrumento, quanto como objeto de estudo, considerando a nova linguagem e forma de expressão que eles introduzem no universo infantil, principalmente a televisão.
O problema consiste nas condições materiais e técnicas e no preparo de professores para esta tarefa. É considerável a responsabilidade dos sistemas educativos em relação a esse novo desafio que é formar os educadores para essa nova tarefa que é desenvolver disciplinas que são as ciências da informação e comunicação.
Quando focamos para a escola pública observamos que essa desigualdade é ainda maior ela oferece ensino de segunda classe, desempenhando seu papel na reprodução das desigualdades sociais onde deveria era desempenhar o papel de escola transformadora, que integra todos os recursos tecnológicos à disposição do homem contemporâneo, numa perspectiva inovadora e igualitária. Belloni encerra dizendo que: uma simples introdução de um suporte tecnológico não significa inovação educacional. Esta só ocorrerá quando houver transformação nas metodologias de ensino e nas próprias finalidades da educação.


AULA PRESENCIAL DO GILBERTO DIA 15/03

A aula presencial foi em Brasília na Faculdade de Educação na UNB.
Primeiramente o Gilberto falou sobre o funcionamento do moodle, do ASTOR e da sistemática do curso.
Começou a aula falando sobre as era da tecnologia onde a informação é muito rápida e que estamos num período de revolução global, com grandes conseqüências na escola e no trabalho.
Falou ainda sobre o triângulo didático (professor-conteúdo-aluno). Onde todos os componentes dos vértices desse triângulo interagem diretamente com a sociedade.
Alguns pontos foram colocados:
Existe uma tensão entre o aluno e o conhecimento.
A escola é um universo fabricado
Disparidade de Linguagens
A escola é um reflexo da sociedade que está inserida

Evoluções Paradigmáticas:
Gilberto cita os paradigmas de Thomas Khun (físico teórico)
Sucessão de paradigmas", de Thomas Khun.
Resolvi então, pesquisar sobre os paradigmas de Thomas Khun

Eis o resultado da minha pesquisa:
Analisando a história da ciência, Thomas Khun defendeu que nem o indutivismo nem o "falsificacionismo" descrevem como a ciência realmente funciona. Ele concluiu que a ciência não é formada apenas de leis e teorias, mas também de "visões de mundo" bem mais amplas - os paradigmas -. Estes determinariam em cada época que objetivos devem ser buscados, que tipos de teorias devem ser formuladas e aceitas, que métodos, critérios e procedimentos são considerados válidos,até qual o tipo de constituição básica o universo possui. Esses paradigmas são produtos de exemplos anteriores que deram certo e passaram a servir de modelo e "inspiração" para os cientistas subseqüentes (Ex: A mecânica newtoniana, a teoria da evolução de Darwin, a relatividade, etc). Os cientistas, ao contrário do que diz Popper, são bastante relutantes em descartar teorias e paradigmas, chegando mesmo a serem intolerantes para com os outros. Segundo Khun, o empreendimento científico passa por várias fases: pré-ciência (para áreas do conhecimento ainda "inexploradas"), quando há uma multiplicidade de paradigmas. "Ciência normal", quando um paradigma triunfa, ganha mais adeptos e passa a dominar a área. Crise, momento em que o paradigma começa a "se esgotar". Nesse momento, "anomalias" se acumulam e hipóteses ad-hoc se ploriferam. "Ciência extraordinária", quando algumas pessoas começam a "perder a fé" no paradigma e começam a apoiar um outro mais promissor. São as revoluções científicas. Momentos de grande "insegurança profissional" para os adeptos dos antigos paradigmas. Essas revoluções mudam o modo como os cientistas enxergam o mundo de tal maneira que, após as mesmas, é como se estivessem em "outro mundo". A ciência extraordinária então passa a ser "ciência normal.”Uma tese fundamental de khun é que, se os cientistas não "se apegassem" a um paradigma, descartando as teorias imediatamente frente a qualquer falseamento, não poderiam resolver problemas esotéricos que só uma dedicação profunda pode proporcionar; pelo contrário, ficariam o tempo inteiro discutindo os "fundamentos" da sua área sem irem à lugar algum. Para khun, um cientista só adere a um paradigma porque acredita que o mesmo irá "resolver os problemas" melhor do que os demais, é uma fé no futuro que, em sua ausência, o desmotivaria. Defende também que uma comunidade só descarta um paradigma quando já existe outro para substituí-lo. E que a "conversão" a um paradigma é um processo lento e gradual que às vezes só se completa quando os últimos adeptos dos paradigmas anteriores morrem.
Fonte: http//portaldovaletudo.uol.com.br
Gilberto coloca que: existe um paradigma dominante que após intervenções de um “núcleo duro” é detonada uma crise paradigmática onde a ciência normal é acionada e estimulada.
Foi falada sobra a linha do tempo onde a humanidade viveu muitos anos na era agrícola que após a revolução industrial entramos na era industrial. Hoje estamos em plena crise paradigmática onde brevemente, entraremos para a era tecnológica. Estamos no olho do furacão. Temos uma sociedade que demanda uma série de necessidades. Somos atores de uma crise paradigmática.

sexta-feira, 6 de abril de 2007

ARTIGO 3 DO GILBERTO

Considerações sobre a disseminação do conhecimento científico e tecnológico e sobre a formação para o trabalho na sociedade emergente

Estamos num período de revolução global, o maior já registrado com efeitos sobre o trabalho e sobre os mecanismos de formação para o trabalho. Muitos autores acreditam que estamos começando uma nova sociedade melhor e mais igualitária.
Nos últimos anos as interelações entre ciência-tecnologia-trabalho, têm sido importantes para o desenvolvimento das nações. Apontando para mudanças estruturais importantes onde há uma transição da era industrial para a era tecnológica.
Temos que estar atentos que ao mesmo tempo em que essas mudanças podem trazer qualidade de vida humana, libertar-nos do trabalho desumano, das doenças incuráveis e da massificação, por outro lado podemos nos reduzir a fantoches, manipuláveis usados como joguetes da mídia a meros expectadores passivos.
A alfabetização científica e tecnológica (ACT) desponta como pré-requisito para o exercício pleno da cidadania na sociedade do séc. XXI.
Existem relações cruciais entre o empreendimento científico e o empreendimento tecnológico e ambos influem de maneira decisiva na sociedade como um todo. Assim o movimento da alfabetização científica tecnológica (ACT) passa a ser um componente essencial da relação entre ciência, tecnologia e o trabalho (CTT).
A alfabetização científica e tecnológica é um forte componente na expansão do nível sócio-econômico das nações.
É importante que sejam mobilizados recursos para que toda a população seja atingida pelos benefícios da vida moderna. Mas existe um desafio que a sociedade tecnológica nos propõe, aprender como fazer distinção entre o conhecimento que precisamos para o exercício pleno da cidadania por meio do trabalho e daquele que precisamos ou que não podemos controlar.

ARTIGO 2 DO GILBERTO

Formação Profissional na Sociedade Tecnológica

Uma nova concepção de emprego emerge no nosso cenário que advém de uma sociedade tecnológica que tem mudado a cada dia. Essa mudança tem exigido dos profissionais que são formados a cada dia, um novo perfil em função da reestruturação do sistema de produção. Essa nova cultura tecnológica exigirá uma outra formação dos trabalhadores, bem mais ampla e geral. Com a automação do trabalho, o trabalhador, será menos exigido, precisará de menos habilitações.
A escola precisa acompanhar esse avanço tecnológico, introduzindo novos currículos, novos equipamentos, de acordo com esse “novo modo de produção”. A formação deverá ser muito mais diversificada, formando assim, profissionais para as diferentes áreas de produção ora exigidas. A escola profissional e consequentemente a função social dos professores precisam de uma urgente redefinição. A função do docente deve-se voltar para a valorização do indivíduo, como ser autônomo, crítico e responsável e apto a operar no seio da coletividade.
O caminho certo a seguir é que a função docente esteja sintonizada não só com os novos rumos da sociedade, com o surgimento de um novo modo de produção, mas também com uma concepção de ser humano emancipatória e valorizante.

ARTIGO 1 DO GILBERTO

Uma Rede Latino-Americana de Comunicação de Dados para a Formação Continuada de Professores em Ciência e Tecnologia no Contexto da Educação Tecnológica - A RedeLET

O sistema SDITE- Sistema de Disseminação de Informações Tecnológicas Emergentes foi desenvolvido no ano de 1987, por um grupo de analistas, segundo objetivos do MEC, que era a capacitação do corpo docente das instituições Federais de Educação Tecnológica.
Esse sistema foi desenvolvido no sentido de possibilitar e promover o acompanhamento da evolução científica e tecnológica por parte dos professores e desenvolver a educação técnica no Brasil.
Com o advento das redes de computadores no Brasil, foi pensada e proposta uma nova forma de operacionalizar esse sistema. Foi identificada a RedeLET, com funções semelhantes a SDITE, mas que permitirá um intercâmbio acadêmico-científico do interesse e no âmbito da comunidade da educação tecnológica da América Latina. Assim, um sistema nos moldes SDITE-RedeLET, além de facilitar a atualização técnico-científica dos professores visados, favorece o desenvolvimento de habilidades metacognitivas de ordem lógica e de comunicação. Quando implantada a estrutura para a RedeLET, permitirá aos professores participantes de serem elementos ativos do sistema.